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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Viva os merchans!



Com tanto reality expostos a nós, meros mortais expectadores, os merchans invadiram nossas casas. Para quem assisti na TV as provas do líder [BBB – Globo] ou provas para se tornar o fazendeiro da semana [A fazenda – Record], já pôde reparar que quase todas as provas são lideradas por marcas de: refrigerante, eletroeletrônicos, protetores solares a pilhas alcalinas, entre outras. Isso é merchandising!

O Merchan é uma ferramenta de marketing formada por um conjunto de informações e apresentações que destacam os produtos em seus pontos de venda de maneira que acelere sua rotatividade.

No Brasil o nome correto para o merchan que conhecemos é tié in, onde o produto é sutilmente inserido a serviços, marcas e empresas de entretenimento, como, em novelas, filmes e realitys. Porém nos realitys shows esses merchans são expostos de uma maneira mais agressiva. E a lucratividade vem de todos os lados. Tanto para quem anuncia quanto para quem veicula o anúncio.
Mas, para entendermos melhor, irei citar como exemplo, o
Big Brother Brasil, que acontece uma vez por ano e a tem duração de 3 meses. E mesmo com tão pouco tempo no ar, a Globo fatura em meses o que o SBT faturaria em 1 ano. Isso, para que você tenha uma pequena noção do capital de giro que um programa de reality e seus merchans possuem.

O BBB9 teve record de audiência, inserções publicitária, ações de merchandising e consequentemente, faturamento para a emissora. No ano passado cada anunciante desembolsou R$ 11 milhões de reais, cada um em aquisições de contas máster de patrocínio na atração.

A Fiat, veterana dos paredões e presente neste ano, está no Big Brother desde a primeira edição. Dentro da casa, a Fiat já lançou novos modelos, presenteou participantes com carros e participou de provas decisivas.

Este ano não é diferente.
Nesta edição o programa conta com anunciantes como: a Fiat (fiel), Niely, Johnson & Johnson (Sundown), detergente Minuano e Guaraná Antarctica que renovaram suas cotas de patrocínio, e a Knorr que entrou no lugar do HSBC. E pasmem, cada cota foi fechada no valor de R$ 13,5 milhões - R$ 2,5 milhões a mais do que a última edição. Fora a Grendene (Ipanema) que presenteou logo na primeira semana 3 participantes mulheres com sandálias exclusivas e ainda levou uma delas para assistir ao desfile de Alexandre Herchcovitch na SPFW.

Resumindo, essas ações de merchandising no programa são negociadas à parte, sendo que os patrocinadores têm prioridade, assim como a venda nos intervalos do programa, para outros anunciantes. E sem revelar expectativas de faturamento, nem de audiência, a Globo reconhece que o mercado publicitário já virou público fiel da atração e estima que os números de 2010 superem a edição passada. O diretor central de marketing da emissora, nega que o reality show represente a principal fonte de faturamento de verão da emissora.

Os anunciantes acreditam, ou melhor têm certeza que a fidelidade com os realitys shows reforçam a tendência de que esse tipo de atração é uma grande vitrine para a exposição de marcas e produtos.

Então, Viva o merchandising!